domingo, janeiro 16, 2005

o tempo sem aparêcia visível

nasci no tempo,
o mesmo que me virá buscar

um tempo onde o tudo é nada
sempre igual, ao que deixou de ser

anelante de emoções,
no rumo da perfeição

no tempo
cruzei-me com o vento

entrou enfurecido,
seco, forçando rumos

apaguei as dúvidas corrompidas

onde o principio era a noite
que como sempre,
desaparece

perdi palavras, sem peso
nuas, assombradas e secas

a rua era húmida
estranha, impertinente na desordem

não deixei fossilizar o tempo,
regresso no amanhecer da claridade
de um sol que nasce

tempero o dia com o céu que cresce.


l.maltez

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